Seleção Canarinho ganha maestro italiano…
O enredo desse carnaval antecipado começa com Carlo Ancelotti trocando o chapéu de gala do Real Madrid por um alô descontraído em português. Além de desafiar o fidalgo de Madrid e o rei de Barcelona, parece que o italiano percebeu que sua magia precisaria de um toque de ritmo sambista. Portanto, seu adeus aos galácticos deve vir após uma dança flamenca – ou seria um cha-cha-chá? – contra o Barcelona no final de semana. Em breve, ele estreia no Brasil nas Eliminatórias da Copa do Mundo em um palco digno: a Neo Química Arena. Dizem que o gramado já está pronto para sua primeira ópera tupiniquim.
Na Segunda-feira, uma lua romântica sussurrou ao diretor Rodrigo Caetano que a escolha do comandante da Seleção Brasileira estava prestes a virar um samba enredo. Com o compromisso de junho piscando como vaga-lumes na noite tropical, o Brasil se prepara para encarar o Equador e o Paraguai, transformando a Neo Química em Maracanã em dia de festa junina. Os 21 pontos na tabela parecem estrelinhas em céu de Copa do Mundo, explodindo como fogos em Sapucaí.
Enquanto isso, Jorge Jesus, o Jesus da bola redonda, ainda busca seu novo altar de adoração. Rumores sobre seu futuro pipocaram como pipoca na panela quente da CBF, mas foi Ancelotti quem levou o troféu do ‘vira-vira’. E para aquecer o coração dos flamenguistas, o time joga na terra do churrasco argentino, enquanto nossa famosa narração brasileira promete ‘Carnaval clássico’ à beira do campo. O Fla vai à Argentina, Ancelotti chega ao Brasil, e quem não perderá somos nós: torcedores que transformam análise em festa e futebol em arte!
