Fla em Quito: Joguinho ou maratona no Everest?…

Os Muralha-cariocas resolveram fazer turismo, mas em vez de Eiffel, escolheram o pico da Altitude em Quito para enfrentar a LDU. Entre coceiras e soluços, não marcaram nenhum gol e voltaram com um empate 0x0, com Gerson descrevendo a experiência como uma mistura de montanha-russa sem rambo e dor de cabeça do tamanho do morro da Urca. “Não é desculpa”, disse ele, enquanto lambia uma casquinha imaginária para celebrar o esforço.

A altitude pareceu acordar a mítica Sucuri de Gás: “Foi como correr de ressaca com botas de astronauta”, disse Filipe Luís, que viu Bruno Henrique quase virar um balão de oxigênio inflável no segundo tempo. Se em tempos normais Gerson seria comparado a um Gepeto, agora parecia mais com um personagem de desenho animado empurrando um pianista morro acima.

Após escapar da gravidade única de Quito, o Flamengo já começa a ajeitar o cabelo para enfrentar o Corinthians neste domingo. Cada jogador agora leva em mala de rodinhas o otimismo do tamanho de um pão de queijo, prontos para mostrar que o que não mata, engorda, e, definitivamente, envelhece bem o fôlego da turma.